Desenvolvido pela Oxalis Games, Moonfrost é um RPG de simulação de vida que mistura agricultura, coleta de recursos, construção e relacionamentos em um mundo afetado por uma segunda lua. Disponível em acesso antecipado para PC desde 12 de outubro de 2026, o jogo coloca o jogador na missão de restaurar uma comunidade devastada por chuvas de meteoritos, utilizando o Moonfrost para reconstruir o que foi perdido.
Dados básicos

- Desenvolvedora
- Oxalis Games
- Distribuidora
- Oxalis Games / iterco
- Gênero
- RPG / Simulação de vida / Fazenda
- Jogadores
- 1
- Plataformas
- PC (Steam e Epic Games)
- Lançamento
- 12 de outubro de 2026 (Acesso antecipado)
- Versão analisada
- PC (Steam)
Análise realizada na versão de PC (Steam), durante o período de acesso antecipado, com uma chave de avaliação disponibilizada pela PressEngine. Por se tratar de um jogo ainda em desenvolvimento, conteúdos, funcionalidades e mecânicas poderão ser modificados em futuras atualizações.
À primeira vista, é fácil associar Moonfrost a jogos como Stardew Valley e Story of Seasons. Ele compartilha com esses títulos o visual acolhedor e atividades como plantar, pescar e conversar com moradores, mas sua estrutura é bastante diferente. Em vez de uma rotina agrícola organizada pelo calendário, aqui encontramos tarefas sucessivas, produção controlada por temporizadores e um sistema de pedidos que determina boa parte do que fazemos. Há boas ideias nessa mistura, especialmente na construção, mas nem todas funcionam tão bem quanto deveriam.
Uma vila para reconstruir, banhada por uma segunda lua
A história se passa em um mundo transformado cerca de cem anos antes, quando uma segunda lua apareceu no céu e deu início a chuvas de meteoritos. Os fragmentos conhecidos como Moonfrost trouxeram destruição, mas também revelaram uma propriedade extraordinária: podem ser utilizados para criar objetos e ajudar na reconstrução das comunidades. Foi a partir dessa descoberta que surgiu a Frost Hunter Association (FHA), organização dedicada a reunir pessoas capazes de trabalhar com o material.

A segunda lua é um dos mistérios do jogo e parece influenciar tudo.
Imagem: Fabula Brasillis
O protagonista desperta sem lembranças claras do próprio passado e acaba envolvido com a associação, sendo tratado inicialmente como alguém capaz de exercer a função de Frost Hunter. A partir daí, precisa provar suas habilidades, auxiliar os habitantes e recuperar uma vila praticamente abandonada. Por trás dos trabalhos de restauração há um mistério maior, relacionado à segunda lua e à própria identidade do personagem.

O Frost Spire é um material raro e precioso, vindo diretamente da Segunda Lua.
Imagem: Fabula Brasillis
A premissa é interessante justamente porque dá uma finalidade concreta às atividades habituais de um simulador de fazenda. Não estamos apenas acumulando materiais para melhorar nossa propriedade: consertar ruas, remover entulho e recuperar construções também representam devolver alguma normalidade às pessoas que vivem ali. A história, entretanto, ainda está incompleta. Segundo a desenvolvedora, o lançamento em acesso antecipado disponibilizou aproximadamente metade da campanha principal, de modo que seus mistérios e arcos de personagens ainda dependem de futuras atualizações.
Um jogo de fazenda que funciona em outro ritmo
Moonfrost tem a aparência e várias atividades de um jogo de fazenda, mas se afasta de alguns de seus fundamentos. Plantar, regar e colher são ações familiares; a diferença é que o crescimento das plantações é medido em minutos do mundo real, em vez de depender principalmente da passagem de dias dentro do jogo. Algumas plantas germinam rapidamente, enquanto outras exigem um pouco mais de espera.
Esse modelo facilita cumprir pedidos em sessões curtas, mas também deixa a experiência parecida com a lógica de certos jogos de celular, mesmo que Moonfrost tenha sido concebido, em sua versão atual, como um título para PC. A comparação não está na aparência, e sim na sucessão de ações, pequenas esperas e recompensas. Em lugar de planejar os próximos dias da fazenda, muitas vezes estamos apenas aguardando o término de mais um contador.

Regar as plantas é necessário, pois, sem água, todos os temporizadores ficam parados.
Imagem: Fabula Brasillis
O problema é a junção dessa estrutura com um ciclo de dia e noite e uma barra de estamina. As plantações amadurecem em tempo real, mas colher, limpar, produzir e explorar consomem energia. Para recuperá-la, o jogador depende sobretudo de dormir ou se alimentar (e demora até você aprender a cozinhar direito). A ausência de maneiras simples de descansar, como sentar em uma cadeira para restaurar ao menos parte da estamina, faz com que uma rotina que deveria ser tranquila se torne desgastante.
Há um acerto importante: os materiais reaparecem continuamente pelo cenário. Madeira, pedras e outros recursos voltam a estar disponíveis sem que seja necessário esperar vários dias. Em um jogo que exige tantas entregas de missões, isso evita que a progressão fique completamente travada. O mesmo sistema, porém, acaba causando problemas quando se combina com a construção, como veremos adiante.

Após acessar a segunda área, o jogador começa a ter acesso a outros tipos de materiais.
Imagem: Fabula Brasillis
Também há durabilidade nas ferramentas, exigindo sua substituição após determinado uso. Pessoalmente, não é uma mecânica de que gosto: refazer ferramentas para continuar executando tarefas conhecidas raramente torna a rotina mais interessante. Dá para entender por que ela existe em um mundo onde os recursos reaparecem e a fabricação é parte central da progressão, mas isso não impede que seja mais uma exigência de manutenção em meio a tantas outras.

Não há nada pior do que estar colhendo algo, ver sua ferramenta quebrar e descobrir que precisa voltar à fazenda para criar uma nova.
Imagem: Fabula Brasillis
Inventário de menos, pedidos e produtos demais
Uma das maiores dificuldades nas primeiras horas é o pouco espaço disponível no inventário. Moonfrost incentiva a coletar praticamente tudo o que se encontra, mas oferece capacidade insuficiente para guardar a variedade de sementes, alimentos, materiais e ferramentas que passam pelas mãos do jogador. Um inventário inicial um pouco maior ou um baú de tamanho médio acessível mais cedo já resolveria boa parte desse incômodo.
O sistema de qualidade dos produtos amplia o problema. Ele aparece cedo, quando ainda faltam espaços de armazenamento, e faz com que itens semelhantes ocupem espaços diferentes do inventário. Mais frustrante é descobrir que uma missão pode exigir uma qualidade específica e não aceitar um produto de categoria inferior, mesmo quando se trata do mesmo item ou material. O que deveria recompensar uma produção melhor acaba aumentando a burocracia antes que a fazenda esteja preparada para lidar com ela.

Logo após o primeiro plantio, o jogador já tem acesso a produtos de classificação bronze.
Imagem: Fabula Brasillis
A economia também funciona de maneira diferente da maioria dos simuladores agrícolas. Em vez de simplesmente vender tudo o que produziu, o jogador atende a pedidos da FHA, consultados por um aplicativo no celular do personagem. É uma ideia coerente com a história de reconstrução, mas limita a autonomia de quem gostaria de decidir o que plantar, fabricar e comercializar. Em alguns momentos, parece que trabalhamos mais para satisfazer uma lista de encomendas do que para desenvolver a própria fazenda.

Além do dinheiro, você ainda precisa obter outros tipos de moedas para criar itens.
Imagem: Fabula Brasillis
A dependência desses pedidos também pode criar uma situação frustrante para quem decide priorizar a evolução do personagem e o avanço da história. Foi exatamente o que aconteceu comigo: concentrei meus esforços na progressão e acabei sem dinheiro para comprar novas sementes. A saída foi atualizar repetidamente a lista de pedidos e aguardar o tempo necessário entre as atualizações até aparecer algum que eu pudesse concluir com recursos que já possuía, como tábuas de madeira, ou materiais brutos encontrados pelo cenário, como pedras e flores. Em vez de incentivar o planejamento, esse desequilíbrio pode transformar um erro de gerenciamento em uma sequência de cliques à espera de uma tarefa viável.
Essa sensação é agravada pela progressão muito fragmentada. Ferramentas, receitas e estações de produção são introduzidas por missões sucessivas, de modo que atividades simples podem exigir várias etapas antes de se tornarem rotineiras. A abundância de objetivos não é necessariamente ruim, mas o jogo poderia confiar um pouco mais na iniciativa do jogador depois de explicar suas mecânicas básicas.
Uma interface amigável, mas dependente do mouse
A interface durante a exploração é um dos acertos de Moonfrost. Ela é visualmente agradável, apresenta as informações essenciais sem ocupar espaço demais e combina com a direção artística. É fácil acompanhar a estamina, acessar as ferramentas e entender os comandos básicos sem perder de vista o cenário. Nesse aspecto, o jogo consegue ser acolhedor até para quem não está acostumado a simuladores de fazenda.

A interface é simples e fácil de entender.
Imagem: Fabula Brasillis
A impressão muda quando abrimos a janela de missões e recompensas. Sua organização em cartões, a sucessão de objetivos e os indicadores de moedas lembram muito mais os menus de um jogo para celular do que os de um simulador de vida tradicional para PC. A presença de diferentes recursos de recompensa, como Sil e Star Tickets, reforça a associação com interfaces que destacam moedas premium, tarefas diárias e pequenos incentivos para continuar jogando. Isso não é algo ruim, é claro. Afinal, se uma interface funciona, por que não usá-la em outros locais?

Você literalmente tem um celular. Talvez esse seja o motivo por trás desse estilo de interface?
Imagem: Fabula Brasillis
Apesar de Moonfrost funcionar relativamente bem com um controle, a navegação pelos menus ainda apresenta alguns problemas. O jogo utiliza um ponteiro para selecionar opções e interagir com diferentes janelas, mas nem sempre consegue mantê-lo dentro da área acessível do menu que está aberto.
Em algumas situações, o ponteiro acaba ficando fora dos limites da janela, impossibilitando a seleção de determinados elementos. Para contornar o problema, é necessário acessar outro menu, reposicionar o ponteiro em uma área que também esteja acessível na janela desejada e só então retornar à navegação. É uma solução improvisada para algo que deveria funcionar naturalmente.
Embora os comandos durante a exploração sejam satisfatórios, essa dependência de um ponteiro pouco adaptado ao controle torna a navegação pelos menus desnecessariamente trabalhosa. Uma opção de seleção direta pelos direcionais, acompanhada de um ajuste nos limites de movimentação do ponteiro, ajudaria bastante a tornar a experiência mais confortável.
A construção é o grande destaque
Se existe um sistema em que Moonfrost encontra sua identidade, é o de construção. Em vez de limitar a personalização a móveis colocados dentro de uma casa pronta, o jogo permite erguer paredes, dividir cômodos, posicionar pisos, janelas e decorações. É uma liberdade que combina muito bem com a proposta de reconstruir uma vila, e a quantidade de possibilidades pode render bastante tempo de experimentação.

O sistema de construção é bastante funcional. Você passa tanto tempo decorando que esse modo possui até música própria.
Imagem: Fabula Brasillis
A fabricação também possui um diferencial: na primeira vez que determinados objetos são criados, é necessário resolver um pequeno quebra-cabeça, organizando peças para completar a imagem do item. Depois de resolvido, ele não precisa ser repetido toda vez que o objeto é produzido. Algumas primeiras criações ainda concedem experiência, necessária para desbloquear etapas da progressão e avançar na história. É uma forma interessante de trazer algo novo a um sistema tão utilizado nos jogos.

Eu já montei muitas cadeiras na vida, mas dessa forma foi a primeira vez.
Imagem: Fabula Brasillis
Nem tudo, entretanto, é prático. Como os recursos e a vegetação voltam a surgir pelo cenário, pode acontecer de um obstáculo reaparecer exatamente no espaço em que estamos construindo. Nesse caso, é preciso interromper o projeto, sair do modo de construção, limpar a área e então retornar à parede ou à decoração que estávamos posicionando. É uma interrupção pequena isoladamente, mas particularmente irritante em um sistema que deveria favorecer a criatividade.
Exploração, pesca e relacionamentos
Além de cuidar da propriedade e da vila, é possível explorar um templo que funciona como uma masmorra, com diferentes andares, inimigos, materiais e atalhos liberados conforme se avança. É uma estrutura conhecida por quem joga simuladores de fazenda, capaz de oferecer variedade entre os plantios.

Você deve encontrar e pisar em placas que estão escondidas sob pedras para abrir a porta e seguir para o próximo andar.
Imagem: Fabula Brasillis
A pesca segue um minijogo simples de entender. Após fisgar um peixe, é necessário usar um dos direcionais para mantê-lo dentro de uma área indicada. Se o peixe tentar escapar, precisamos puxá-lo de volta. A atividade funciona como uma pausa em relação à coleta e à construção, embora o controle exija alguma atenção e possa não agradar quem prefere pescarias mais automáticas.

Ver o reflexo das duas luas durante a pescaria dá um charme diferente ao jogo.
Imagem: Fabula Brasillis
Os relacionamentos ainda são uma parte pouco desenvolvida da experiência. Há conversas, presentes e pequenas histórias pessoais, mas o sistema permanece bastante básico nesta fase. A versão inicial permite conhecer 11 moradores, com progressão de amizade limitada ao nível 3. A desenvolvedora pretende ampliar eventos e possibilidades de romance até a versão completa. Por enquanto, é mais correto encarar essas interações como um começo do que como um recurso plenamente implementado.

A interface de relacionamento é básica, mas possui todas as informações necessárias.
Imagem: Fabula Brasillis
Uma apresentação bonita, mas ainda limitada
A direção visual é um dos aspectos mais convidativos de Moonfrost. Os cenários em pixel art isométrica, a iluminação e os elementos decorativos ajudam a criar uma atmosfera agradável, enquanto os personagens possuem desenhos carismáticos. A personalização do protagonista, porém, ainda parece tímida diante das possibilidades oferecidas para a propriedade. Faltam opções básicas para representar melhor diferentes aparências, como barbas, algo que poderia ser expandido sem alterar os fundamentos do jogo.
A trilha sonora aposta em músicas suaves, próximas ao lo-fi, que combinam com o clima de uma aventura tranquila. As composições são interessantes, mas seu uso poderia ser melhor. Durante a circulação pela fazenda e pela cidade, faz falta uma alternância automática entre as faixas. Poder trocar o que se ouve manualmente não substitui uma seleção dinâmica que acompanhe os diferentes espaços e momentos do dia.
O resultado é curioso: Moonfrost consegue criar um mundo em que dá vontade de permanecer, mas nem sempre aproveita bem a própria ambientação. Uma trilha que variasse naturalmente durante a exploração ajudaria a reduzir a repetição sentida nas longas sessões de coleta e fabricação.
A ausência de uma localização para português brasileiro
Moonfrost também chegou ao acesso antecipado sem localização para português brasileiro. Em um jogo com tantas missões, instruções, itens e conversas com os moradores, a barreira do idioma pode dificultar tanto a compreensão dos sistemas quanto o envolvimento com a história. É uma ausência especialmente sentida por quem procura uma experiência mais tranquila, na qual acompanhar o cotidiano da vila e conhecer os personagens faz parte da diversão.

Em um jogo como esse, com tantos diálogos explicativos, fica difícil prender quem não entende inglês.
Imagem: Fabula Brasillis
A boa notícia é que a desenvolvedora reconhece essa demanda. Em comunicado publicado na Steam em 15 de outubro de 2026, a Oxalis Games afirmou ter recebido pedidos de tradução para português brasileiro, francês e alemão e demonstrou interesse em ampliar os idiomas disponíveis. A equipe também explicou que não utiliza inteligência artificial no desenvolvimento do jogo, inclusive nas traduções, e que deseja trabalhar com tradutores humanos capazes de adaptar os trocadilhos, as particularidades dos diálogos e o humor britânico presente no texto original.
A preocupação com uma localização cuidadosa é positiva, principalmente em um jogo que pretende criar vínculos com seus personagens. Entretanto, a tradução para português brasileiro ainda não foi confirmada e não há previsão de lançamento. Até que isso aconteça, a ausência do idioma continua sendo uma limitação real para parte do público brasileiro.
Um acesso antecipado que ainda exige ajustes
É importante considerar que Moonfrost ainda está em desenvolvimento. A proposta já é jogável e apresenta sistemas com bastante potencial, mas o acesso antecipado também expõe decisões de interface e progressão que precisam ser revistas. O excesso de tarefas guiadas, a falta de espaço para armazenar recursos e a combinação de temporizadores com estamina são questões de estrutura, não apenas pequenos defeitos técnicos.
A Oxalis Games começou a lançar correções desde a estreia. A atualização 0.1.2, de 21 de outubro, por exemplo, introduziu salvamento automático na fazenda, organização automática do inventário, ajustes de balanceamento e correções relacionadas à chuva e à construção. São passos positivos, mas que não eliminam a necessidade de repensar a experiência como um todo. Na experiência analisada, as melhorias ainda não resolvem o excesso de etapas e interrupções que prejudicam a rotina.
Para quem gosta de acompanhar projetos desde cedo, há sistemas suficientes para experimentar e oferecer sugestões. Para quem procura uma aventura de fazenda já equilibrada e completa, o mais prudente é lembrar que parte relevante da história, dos relacionamentos e do conteúdo ainda está por vir.
O passado com NFTs e as dúvidas que permanecem
Moonfrost também chega ao Steam carregando uma controvérsia que merece ser contextualizada. O projeto não nasceu como um jogo tradicional: durante seu desenvolvimento, esteve associado a tecnologias Web3, blockchain e NFTs. Para quem não entende do assunto, Web3 é uma proposta de internet em que pessoas podem possuir e negociar bens digitais sem depender exclusivamente de empresas ou plataformas. Para isso, utiliza tecnologias como a blockchain, que funciona como um livro de registros digital compartilhado, no qual as transações ficam armazenadas. Já os NFTs são registros únicos que podem estar associados a itens virtuais, como personagens, roupas e equipamentos de jogos, permitindo sua compra e venda. Essas tecnologias são controversas, principalmente pelos riscos de especulação financeira e pela possibilidade de transformar elementos dos jogos em produtos negociáveis por dinheiro real.
Em 2022, a Oxalis Games recebeu um investimento de US$ 4,5 milhões de empresas como Supercell e Animoca Brands para desenvolver Moonfrost. Esse dinheiro veio de investidores, não dos jogadores. O projeto também permitia a compra de itens digitais utilizando NFTs. Em 2025, por exemplo, foram vendidas 1.833 caixas de itens NFT pela plataforma Open Loot, arrecadando aproximadamente US$ 275 mil. Entretanto, a desenvolvedora decidiu abandonar essas tecnologias na versão tradicional do jogo, o que gerou críticas de pessoas que haviam gastado dinheiro com os itens digitais e ficaram preocupadas com o futuro de suas compras.
A Oxalis Games já se pronunciou sobre o assunto, esclarecendo que a versão atual de Moonfrost para PC não utiliza NFTs, criptomoedas ou blockchain. A empresa também apresentou uma iniciativa separada, chamada Frost Arcade, voltada ao público que participou da antiga proposta. Apesar disso, ainda existem dúvidas sobre o que acontecerá com os itens comprados anteriormente e possíveis reembolsos. Embora seja compreensível que uma desenvolvedora mude os planos de um projeto, seria importante que a Oxalis Games esclarecesse melhor a situação dos antigos jogadores e compradores. Uma comunicação mais transparente ajudaria a recuperar a confiança do público e evitaria que essas controvérsias continuassem prejudicando a imagem de Moonfrost.
Pontos positivos
- Construção flexível, com amplas possibilidades de personalização
- Direção visual charmosa, com cenários em pixel art e personagens interessantes
- Interface simples, amigável e bem integrada ao visual do jogo
- Trilha sonora em estilo lo-fi adequada à ambientação
- Proposta de reconstruir a vila integrada às atividades e à narrativa
- Minijogos de fabricação
- Reaparecimento constante de materiais
- Variedade de atividades, incluindo agricultura, pesca e exploração de masmorras
Pontos negativos
- Temporizadores de tempo real
- Inventário inicial pequeno e acesso pouco prático
- Sistema de qualidade introduzido cedo e que dificulta pedidos específicos
- Economia excessivamente dependente de encomendas
- Foco na progressão pode deixar o jogador dependente da renovação de pedidos.
- Janela de missões com apresentação de jogo mobile, repleta de indicadores de moedas e recompensas
- Progressão muito guiada, com tarefas sucessivas para introduzir ações básicas
- Obstáculos que reaparecem e atrapalham o posicionamento de construções
- Durabilidade das ferramentas acrescentando trabalho repetitivo
- Personalização do protagonista e relacionamentos ainda limitados
- Pouca alternância automática das músicas durante a exploração
- Ausência de localização para português brasileiro
Veredito

Moonfrost tem uma identidade visual agradável, um mundo que desperta curiosidade e, principalmente, um sistema de construção capaz de sustentar boa parte da diversão. O problema é que as atividades que deveriam conduzir naturalmente à criação e à reconstrução da vila nem sempre são prazerosas. A combinação entre temporizadores reais, consumo de estamina, armazenamento limitado e missões muito específicas transforma parte da rotina em um exercício de administração excessivo.
Isso não significa que o jogo precise imitar os simuladores de fazenda mais conhecidos. Sua proposta de reconstrução merece espaço para experimentar outras soluções. O que falta é fazer com que essas escolhas trabalhem juntas, em vez de competirem pela paciência do jogador. O acesso antecipado explica por que alguns sistemas estão incompletos, mas não impede que seus problemas atuais sejam avaliados.
Moonfrost pode agradar a quem valoriza construção livre e gosta de acompanhar um jogo em desenvolvimento, aceitando suas limitações e mudanças futuras. Para quem busca um simulador de fazenda relaxante, com progressão menos rígida, sistemas já bem equilibrados e localização em português brasileiro, recomendamos aguardar novas atualizações. Há uma boa base aqui, mas ainda é preciso encontrar um ritmo que faça jus ao mundo acolhedor que a Oxalis Games criou.
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